sábado, 29 de maio de 2010

"Ser jus, é ser aquilo aceito."

As vezes ainda me pergunto se é verdade que isso existe...
Complicado, é, aplicar isto e fazer jus o que realmente dizemos.
O verdadeiro é feito!
Convivido!
"Jus": é ser aquilo dito, em "carrara esculpido".
Ser aquilo feito: vivido e acolhido.
Aceito: compreender e portar segundo o que é vivo e o meio vivido.

"Ser jus, é ser aquilo aceito."

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Imunesser"

Generosidade não me afeta, vindo daquilo que chamam de sociedade.
Sociedade não afeta, mais, o meu modo de viver, meu pensar; desequilibrio que arde e busca a palha. É o tempo certo para queimarmos, todos os sentidos.
Sentidos que buscamos para viver intenso e vero prazer em ser igual aos mais diversos conceitos de ser.



R. Oliveira & Pierro.

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Intentar o proibido"

Intento passar a memoria, longe de tudo e da realidade, forçar o inevitável, criando assim uma maneira de existir e pensar...
em você... como simples proibido, intocável... e saber que apesar de tudo eu não mudaria, buscaria o real e o evitável para o agora...
Pois todos esses únicos momentos é só o que importa.

Jéssica & Pierro.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"O que é um peido para quem está todo cagado? "

"Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas.

Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.

"Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30".

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:

"Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro."

"Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda."

O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: "Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1hora, devido a obras na pista.

"Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação anus a qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.

Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada.

Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco depiedade, e confessei sério:

"Cara, caguei!"

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

"Que se dane, me limpo no aeroporto", pensei.

"Pior que isso não fico".

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: "Agora chega, né?"

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o "check-in" e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. "Ele tinha despachado a mala com roupas". Na mala de mão só tinha um pulôver de gola "V".

A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola "V", sem camisa.

Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o "RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO" e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.

A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

"Nada, obrigado."

Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda...

Luis Fernando Veríssimo (verídico). "

terça-feira, 23 de março de 2010

"La Calle"

Rua de uma beleza criada em virtude daquilo que se criou, cria ou criará.
Curiosa, sútil e sedutora a forma como encanta e desencanta, domina e liberta, rebela. O silêncio que atrae, um enigma que traz verdade ilusória, carrasca nas ações para o viver, mas por detrás de detalhes incertos, a inocência paira seu interior.

T. Baniski & Pierro.

"Passagens de um Catingueiro"

Catingueiro possui coração quente como sertão
Carrega o orgulho na peixeira e no falso alazão
Traz consigo uma saudade que não remenda perdão.
Faz verdade árida realidade úmida
Sonhar é a sua maneira única de renovar
Dançar e cantar à "El Ala Blanca"
Banhar-se de esperança, realidade, e alegria
São fundamentos para seguir encantando a vida.


R. Oliveira & Pierro.

"Consistêncial do viver"

Consistir na felicidade é fazer-se vivo e acreditar que tudo é possível: Voar, sem cair; amar, sem sofrer; perder, sem dor... Consistir na vida é tornar impossível em possível. Nunca deixar de tentar fazer o que é valido para viver: voar, amar ou sofrer...
Consistir é acreditar que o amanhã vale a pena ser vivido.

Jessica & Pierro

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Amantes do Firmamento"

Céu lindo, estrelado, convidativo para um lindo romance onde somos, ao mesmo tempo, um só.
Onde tudo será possivel e ninguém deterá esforços para aqueles "voântes" do firmamento.
Peço ao lindo rei que nunca nos separe, permitindo a união de ambos, em uma só chama, assim esse límpido céu os iluminará nas noites mais obscuras.


Fleur Báthory & Pierro.

"Os sons que a vida toca"

Eu danço conforme os sons que a vida toca em momentos como este
Em que se escuta "bossa nova" e faz-se tudo se tornar mágico como em um espetáculo da broadway
Em que se estrela como maior espetáculo que o mundo já pode presenciar
Assim, fazendo valer o cansado sapatear suado, que conquista: o "Oscar".




R.Oliveira & Pierro.

domingo, 7 de março de 2010

"A espera!"

E se não for pra ter sucesso
E se não for pra morrer de amor
E se tudo for programado
E se tudo der errado
E se não houver sentimento puro
E se nada estiver acontecendo lá fora
O que está passando na sua janela?
E se depois da chuva o sol não raiar
Ou então, depois de um dia muito quente
Nem uma gotinha despencar?
E se não der tempo de ser feliz
E se o dinheiro não chegar
E se a saúde faltar
E se todda essa amizade acabar
O que sobra dessa parte do Mundo?
O que sobra de você?
O que vai faltar na sua vida,
Será que vão te deixar escolher?

R. Oliveira.

terça-feira, 2 de março de 2010

"Uncia uncia"

Galã e pomposo, caminha, pela beleza natural de flocos brancos que brilham ao calor do inibido sol.
Passeio feito "passo-atrás-de-passo"; o chão não se murcha, o mesmo já faz parte do "astro" e também do espetaculo os olhos brilhantes e sedentos não demonstram tais "adjetivos", ele sabe fazer-se calado, cego e "sonso"(muitas vezes sonso).

"Ele avista algo!!! Se camufla no "chão", envolve-se com o ambiente limpo, com os brilhantes e consigo mesmo.
A respiração fica nula. Abaixa a cabeça e direciona as órbitas para o solo -com os olhos fixos na presa-.
- Para a respiração...
... aguça todos os sentidos mesmo parecendo apenas um "nada", espera com que a presa chegue mais perto... "ensaia um ensaio" para atacar,
mas não o faz... o inimigo tem que acreditar na inocência do atacante... tem que aceitar a "paz" que aquele "monte" transmite para o ambiente...

- O alvo chega a menos de um metro de distância...
É a oportunidade!
O caçador salta na direção do estupefato, que por sua vez corre como um "animal"...
a agilidade empregada pelo "belo bicho" é assustadora...
a paisagem branca e calma testemunha o desejo, e o medo...
os corações batem a uma rítimica e descontrolada velocidade...
o sabor do hálito está nas costas do primeiro lugar...
-lembra sangue-
- Um pulo!
... não tem dor, não tem medo, é a ansiedade para o começo e o outro para o fim...
- Rolar em um senário deste de qualquer maneira seria como uma brincadeira de criança...
mas está é diferente...
a presa sente as fortes patas forçando-a contra, percebe o sútil movimento da cabeça - chegando perto do seu pescoço-...
- Este momento não existe terror, é natural, ambos sabem o que acontecerá...
o moribundo ainda tenta sair do dominante -sacudindo, berrando e chorando-... mas é impossível...
sentir o "beijo" faz com que o desespero venha para com todos, há uma tensão na qual é indescritível
mas a paixão por aquele momento é o ápice da vida dos protagonistas deste relato.
O coração de um bate, o do segundo limita-se em lutar para...
sangue mancha a "fraternização" da "paixão" ocorrida, torna-se o descanço para o "astro" e o eterno para o "bandido"...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Teu Recuerdo"

Sonho à noite clareada ao minguante com seus olhos azuis,que rasga a carne desejando-a,que esteja aqui comigo partilhando esse luar sereno, berrante, frágil e intocável.Oh! Esse sonho que de tão perfeito parece ser uma fera que avança buscando afagar a fome misteriosa que você deixou com seu encanto do qual não esqueço.


Jessica & Pierro

"Divagações Noturnas I"

"O sono me seduz e minha cama me deseja imediatamente deitado sobre ela, onde ela com pouca roupa me quer todo nu, tal qual vim ao mundo, naturalmente. Tento resistir às tentações, mas no fim sei que serei o perdedor: é meu destino ceder às seduções daqueles que têm mais a me oferecer, não muito longe do que fazem as putas.
Internet ou cama é o que me pergunto e, mesmo que com a internet eu tenha mais a aprender, como mulher-de-malandro volto ao meu vagabundo cômodo escuro e úmido e lá repouso até a próxima alvorada."

"Ao som da luz..."

... Não era a hora de parar, já havia perdido metade do seu equipamento, sem comida, sem água. O pedregoso caminho era liso como sabão, estes apontavam agulhas para o céu como se fosse uma cama de lâminas.
"Não é agora que paro!!! Agora não!!!"
Continuou firme o cominho, não ligou para a pequena ferida no braço, já ensangüentada, fez-se mais rígido nas passadas; cortou arbustos na sua frente; pulou um pequeno riacho, brilhava pequenas pedrinhas com o reflexo da lanterna; pulou um obstaculo três vezes maior que ele mesmo, infelizmente ao cair do outro lado, torceu o tornozelo.
Dor, ruminou a dor, e "re-ruminou-a" novamente. Estava quase na hora para o "magico" aparecer, não podia voltar, eram quilômetros passados, suor gastado a nada...
Ouviu o sabor dos passaros se comunicando, sentiu a brisa que vinha do alto. Estava quase na hora!!!
Apanhou um pedaço de galho como bengala, apoiava paralelo a perna enferma e passeava devagar, mas firme, mas o fazia. Ainda foi necessário ferir as mão em rochas para que chegasse ao ponto máximo, e assim avistar o alvo, cortou-se; sangrava mais; gemia; gritou!!!

Estava no cume!!!
Lembrou das palavras de sua mãe sobre não ir sozinho, mas mesmo sozinho, sem equipamentos, estava lá.
5:47 em seu relógio, e as chamas no horizonte já começavam o desabrochar, primeiro com vermelho tímido seguido por amarelos incandescente, lindo.
Não levantou até que o "berrante brilhante" chegasse alto e esquentasse o seu corpo para o caminho de volta.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"NetAmigos"

""Que nada tenha fim, nem início. Que toda essa nossa estadia seja apenas uma parte da grande história que o mundo nos obriga a escrever. Minha história com você, é mais que interessante, é inexplicavel obter tanta sinceridade, tanta afinidade, sentimentos confusos apesar do tempo que não perdoa. É pouco para tal amizade ser forte, mas é o suficiente para uma história á parte de toda essa realidade que me assombra, por todas essas ruas e lugares, desconhecidos por meus sonhos, e decorados por meus olhos ... um passo á mais na sua direção meu querido, meu caro amigo!"


Rachel Oliveira

"La vita è eterna"

"Tudo feito de contentamento encanta, cativa, logo atrai o futuro que se desprende do inanimado para animado, realizando a criança que julgavas ser eterna, que anceava por: liberdade, para voar; paixão, para queimar; orgulho, para elevar a todos, aquilo que o preenchia por completo buscando sempre vida pura e límpida, para que seja "videterna"."

R. Oliveira. & Pierro.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Só não sei que...

Mãos no lugar quente que afaga o vazio da garota, que se preenche de loucura sã, de insanidade lúcida, de nada. Mas quente, intenso, "que" domina o não querer, que transforma o sentir, que sede ao apetecível desejo do "nada", simplesmente para repreencher novamente com a fome de nada querer... Isso nunca mais terá fim..."


Sra. do Nada & Pierro.

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